Produção industrial tem melhor outubro desde 2012

Por: FOLHAPRESS - DIEGO GARCIA
04/12/2019 às 11:00
Brasil e Mundo

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O crescimento dos produtos alimentícios, principalmente açúcar e suco de laranja, mais a alta nos produtos farmoquímicos e farm...

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O crescimento dos produtos alimentícios, principalmente açúcar e suco de laranja, mais a alta nos produtos farmoquímicos e farmacêuticos, ajudaram a indústria brasileira a crescer 0,8% em outubro, informou nesta quarta-feira (4) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado fez com que a indústria registrasse a terceira alta seguida do setor, com expansão de 2,4% no período. "Algo que não acontecia desde o fim de 2017", disse o IBGE. Também foi o melhor mês de outubro desde 2012, segundo o instituto, quando a produção industrial registrou aumento de 1,5%.
Três das quatro grandes categorias econômicas, além de 14 dos 26 ramos pesquisados, tiveram avanços no décimo mês de 2019. Produtos alimentícios cresceu 3,4%, enquanto os farmacêuticos e farmoquímicos mostraram expansão de 11,2%. 
"Foram as influências positivas mais importantes no crescimento de outubro", apontou o IBGE.
Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (4,9%), celulose, papel e produtos de papel (2,4%), impressão e reprodução de gravações (15,3%), máquinas e equipamentos (1,4%), outros produtos químicos (1,1%), produtos de minerais não-metálicos (1,8%) e bebidas (1,6%) foram outros setores que também tiveram impactos positivos relevantes.
De um modo geral, as indústrias de transformação registraram crescimento de 0,8% em outubro. Outros ramos que cresceram foram produtos do fumo (8,5%), produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (0,3%), outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (4,7%) e produtos diversos (1,6%).
Por outro lado, a metalurgia caiu 3,2%, com perda de 7,1% nos cinco meses seguidos que a produção vem diminuindo. Coque, produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis também tiveram queda de 2,1%. As indústrias extrativas foram outro registro negativo de outubro (-1,1%).
"Esses três segmentos têm forte impacto no contexto do setor industrial, mas o maior deles decorre dos derivados do petróleo. Na metalurgia, a sequência de quedas ocorreu principalmente nos produtos siderúrgicos", disse o gerente da pesquisa, André Macedo.
A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias mostrou retratação de 0,6%, enquanto móveis registrou 5,6% negativos.
Os números são todos com base na comparação com o mês imediatamente anterior, no caso, setembro de 2019.
Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (1,3%) e bens de consumo semi e não duráveis (1,0%) obtiveram bons números, de acordo com o IBGE. Bens intermediários (0,3%) foi mais um a mostrar alta, enquanto bens de capital recuou 0,3%
Na comparação o mesmo mês do ano passado, a indústria avançou 1%, após alta de 1,1% em setembro, quando interrompeu três meses de resultados negativos seguidos. Nos dez primeiros meses de 2019, o setor industrial acumula queda de 1,1%. 
Segundo o gerente da pesquisa, o aumento na massa salarial, do crédito, a inflação baixa e a liberação das famílias contribuíram para a alta na produção industrial.
"O crescimento da indústria vem sendo influenciado pela demanda doméstica e por uma pequena melhora no mercado de trabalho. Essa melhora mostra uma mudança no setor industrial, que até metade do ano estava negativo", disse André Macedo.
 

Publicado em Wed, 04 Dec 2019 10:53:00 -0300






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