Carlos Alexandre

Empresário e presidente do diretório municipal do PCdoB


Qual a Rio Preto que você quer para si e para os seus?

Por: Carlos Alexandre
26/06/2020 às 09:17
Carlos Alexandre

Só perguntando, perguntando e perguntando mais para saber.

Eu nasci e fui criado aqui, em São José do Rio Preto.  
Também foi aqui que estudei e trabalhei.

Construí meu negócio próprio, constituí família e portanto, foi aqui que nasceram meus filhos.

O fato é que aqui desejo morar sempre. Pretendo deixar aqui as raízes do meu nome e os fundamentos que herdei de meus pais e cultivo até hoje.

Justamente por isso eu me pergunto: Qual Rio Preto eu quero ver?  Em qual Rio Preto eu quero viver? Qual a Rio Preto que quero para os meus filhos e netos?

Por que será que não é essa a pergunta que os candidatos nos fazem nos períodos eleitorais? Ao contrário, chegam com plataformas prontas, bonitas, quase sempre escritas por bons marqueteiros.  

Trazem promessas e oferecem coisas que nem sempre nos dizem respeito. Muitas vezes, sequer passam perto do que realmente acreditamos importante.

Será mesmo que todo mundo está preocupado com inundação, com o trem que corta a cidade, ou com a qualidade do asfaltamento?
Veja.  Nada disso é desimportante.  Mas será o principal?

São essas obviedades que deveriam constar dos chamados "planos de governo”, ou será que esse "caderninho de metas” deveria trazer sim, as ações a serem tomadas em prol das pessoas?

E mesmo que trouxessem, teriam sido fruto do debate?  Do questionamento?  Da participação plena dos cidadãos e cidadãs?
Uma cidade vai além de seus problemas aparentes.  Há mais que só concreto e paisagismos.  Nem tudo é questão de arquitetura.

O prefeito não deve ser meramente um mestre de obras.  Sua sensibilidade precisa estar presente em cada ato seu. Uma cidade de verdade, valoriza o emocional, passa pelo sentimental. Atinge em cheio os corações. É feita pra pessoas. Pra gente.

Quando eu vejo um pequenino sendo cuidado por seu irmão ou irmã de mais idade, mas mesmo assim jovem o bastante para dever estar na escola, há um problema que não se conserta com construção de creches, apenas.

Quando uma mãe pede ao diretor da escola primária que permita que seu filho suspenso possa ir ao colégio, pelo menos merendar, há mais que apenas a necessidade de uma política de inclusão escolar.

Quando jovens desejam sair a qualquer custo de casa, para viver em outros lugares, não estão só buscando aventuras, mas talvez alguma perspectiva de futuro que não lhes foi ofertada por aqui.

A Rio Preto que eu queria habitar, deveria sim ter emprego, comércio vigoroso, praças e avenidas bem iluminadas.  Mas ela teria sobretudo pessoas completas, realizadas e seguras.  Seguras em todos os sentidos.

Eu fico sempre assim quando se aproximam os pleitos municipais. 

É porque sei que a vida da gente começa na cidade.  É aqui que as coisas acontecem, ou então não.

E me assusta imaginar que veremos mais do mesmo.  Ou então que não participaremos, de novo, o suficiente.  Que não daremos a contribuição que todo bom gestor deveria aceitar de bom grado, qual seja, a de uma política participativa.  

Utopia? Quem sabe.  Só se pode confirmar, se for tentado. E sempre é possível quando se há vontade.  

Fala a verdade. Não faz falta um prefeito que fica menos no gabinete e mais nas ruas, nos bairros, nas periferias? Não seria fantástico um camarada que se dispusesse a debater com associações de moradores, movimentos sociais, conselhos e munícipes em geral, coletivos enfim, os rumos, as decisões e as soluções?

Faz muito mais sentido.

É essa a cidade que eu sonho.  E eu penso que é preciso dar um jeito nisso pra ontem? 






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