Janaina Targas Albuquerque

Psicóloga, empresária e ativista de movimentos de direita


A crítica e o jornalismo político

Por: Janaina Targas Albuquerque
17/01/2020 às 10:23
Janaina Targas Albuquerque

"O diabo é que um dia desses aqui escorregamos a uma guerra nuclear por culpa desses desclassificados (os políticos) e da MASSA BOÇAL. Espero poder sumir em tempo, se bem que não haverá para onde, provavelmente.” 

Parece fala do prof. Olavo de Carvalho, mas não! Trata-se de Paulo Francis, que começou na crítica de teatro e migrou para o jornalismo político. No livro Diário da Corte, coletânea de textos do jornalista publicada em 2012. Paulo Francis nos ensina que "crítica não é raiva, crítica não é ódio. É apenas uma opinião sua. O voto também".

Nos últimos dias, desde a publicação da decisão liminar – provisória - que atende ao pedido da Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura, contra o "Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”, a palavra "censura” vem sendo usada e questionada inclusive pela população.

Fato é que a liberdade artística não é um direito absoluto e insuscetível de restrição. Embora a liberdade de expressão artística seja primordial e essencial na democracia, não pode servir de desculpa ou respaldo para toda e qualquer manifestação, quando há dúvidas em se tratar de crítica, debate ou achincalhe, como argumenta o desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Descrito inclusive no código penal, existe uma sutil diferença entre "atacar” pessoas ou instituição e criticar comportamentos. Por tanto, se está no código penal, prescrito, de forma alguma a palavra censura deveria se quer ter sido mencionada neste caso.
 
Lembrando que no Brasil temos inclusive a liberdade de fazer críticas ao próprio código penal, mas o que vale, nos tribunais, é o que está escrito no código penal. 

Está no artigo 208, do código penal: "Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”. Me arrisco a acrescentar que nem mesmo com a maquiagem do humor as vendas da Justiça deixam de enxergar.

O que diria o dono de uma das línguas mais ferinas da história do jornalismo brasileiro, Paulo Francis, sobre a polêmica do "Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”?






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