Pastor Edevaldo Soldeira Rodrigues

Pastor da Primeira Igreja Batista de Rio Preto


O Vale de Baca

Por: Pastor Edevaldo Soldeira Rodrigues
30/10/2019 às 13:20
Pastor Edevaldo Soldeira Rodrigues

Salmo 84:5-6 "Como são felizes os que em ti encontram força e os que são peregrinos de coração! Ao passarem pelo vale de Baca, fazem dele um lugar de fontes,...”.

O vale de Baca é lugar da impossibilidade humana e da providência de Deus.

Nos tempos do Velho Testamento, os israelitas faziam peregrinações regulares a Sião (Jerusalém), para adorar a Deus no templo e celebrar festas religiosas. (Pelo menos uma vez por ano o israelita deveria ir a Jerusalém). Esta era a maior alegria de suas vidas; eles amavam os tabernáculos de Deus, suspiravam pelos átrios do Senhor, exultavam pelo Deus vivo!

O salmo indica que exilados no extremo norte do território israelita, muitos judeus anseiam por retornar a Jerusalém a fim de voltar a servir nos cultos a Deus. Para eles, o local da habitação divina era algo de extremo valor pessoal. Então, aquelas peregrinações eram muito difíceis em certos trechos, mas eles as enfrentavam com alegria; renovavam suas forças prevendo o momento em que estariam diante de Deus em Sião. O trecho mais difícil da viagem, incontornável para a maioria deles, era o Vale de Baca, também chamado Vale das Lamentações, Vale de Lágrimas, Vale das Balsameiras e Vale Árido. 

"Baca” é uma palavra hebraica que significa "choro”, "lágrima”. As balsameiras são plantas que destilam, gotejam ou "choram” o bálsamo, uma resina de odor tão agradável que a palavra "bálsamo” veio a significar, figurativamente, "alívio”, "conforto”, "lenitivo”.

As peregrinações de Israel são um tipo ou símbolo da peregrinação dos cristãos neste mundo. Enquanto estamos aqui, temos passado por alguns trechos do "caminho” que têm sido muito difíceis. Não temos podido evitar o "Vale de Baca” ou "Vale de Lágrimas”. 

Se você está passando pelo "Vale de Baca”, quero lembrar-lhe que o nome do vale que era árido, difícil, sofrido, faz menção às plantas que cresciam ali e "choravam” bálsamo.

Muitas são as adversidades que nos afligem e nos fazem chorar no transcurso desta nossa peregrinação terrena: desapontamentos, desastres, calamidades, perdas, escassez, enfermidades, morte, e a lista continua... De um modo ou de outro, cedo ou tarde, mais ou menos vezes, todos passamos pelo vale.

O que fazer no vale de vaca? O texto diz: "...os peregrinos passando pelo vale árido, faz dele um manancial...”. Como? Cavando poços! Os peregrinos orientais, quando passam por regiões áridas, sem água, cavam poços e, deste modo, conseguem água para si e para os seus animais. Isto nos ensina três coisas:

Primeiro, diante das lutas há sempre uma saída. Nossa tendência, quando passamos por uma provação, é desesperar ou desistir. Nos desertos e vales áridos da vida há sempre algum poço cheio de conforto e salvação. Quando não, cabe-nos cavar um.

Segundo, encontrar uma saída pode custar algum esforço. Se o poço não está cavado, temos que cavá-lo nós mesmos. E isto requer esforço, muito esforço. Mas vale a pena. É melhor do que sentar para chorar e esperar o fim. Muito da miséria e de nossas  derrotas deve-se à nossa inércia. Se quisermos matar a sede de solução para os problemas e encontrar saída no Vale de Baca, temos que olhar à volta e encontrar os poços que outros já cavaram, ou então cavar nós mesmos os nossos poços.

Terceiro, a nossa experiencia neste vale pode ajudar a outros. Os poços abertos pelos peregrinos de hoje servirão aos peregrinos de amanhã.

Uma coisa não podemos deixar de pensar e acreditar: Deus esta conosco no Vale de Baca, por isso é visto como um lugar de bálsamo! Há poços cheios ali. Ele nos mostrará. Quando não, nos ajudará a cavar nossos próprios poços, e prontamente os encherá de bênçãos.






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